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Negociação de veículos com Tabela Auto B3 por versão: como a granularidade impacta a precificação


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Quem trabalha com negociação de veículos sabe: é raro encontrar duas unidades “iguais” com o mesmo valor. Versão, pacote, motorização, câmbio, ano e outros detalhes fazem toda a diferença. E é nesse ponto que a Tabela Auto B3, com seu foco em leitura por versão, se destaca.

Ao invés de um preço genérico para o modelo inteiro, a Tabela Auto B3 detalha o valor real pago pelo mercado para cada versão específica e região, trazendo mais precisão para o processo.

O resultado disso? Avaliação mais justa, compra mais segura e uma etiqueta de vitrine mais aderente ao que é praticado no mercado, evitando assim “surpresas” durante a negociação.

Neste guia, vamos direto ao ponto: entender por que a versão é a unidade correta de decisão, como a Tabela Auto B3 organiza essa granularidade de preços, como ela impacta na compra, precificação, trade-in, além de seu papel na avaliação de crédito e seguros, entre outros pontos importantes.

tabela auto B3

Por que “versão” muda o jogo do preço

Há anos o mercado convive com a ideia de “preço médio por modelo”. Funciona como referência, mas erra quando você precisa fechar a conta dos detalhes.

O mesmo modelo pode ter versões com conjuntos mecânicos e itens de série diferentes, e isso altera liquidez e valor de fechamento.

Se a sua loja compra ou precifica pelo “médio do modelo”, você corre o risco de pagar demais no que gira menos e pedir demais no que gira mais.

A saída é natural: decidir no nível da versão. E, como o Brasil é um mosaico de preferências, ajustar isso à realidade regional. A Tabela Auto B3 junta essas duas dimensões.

O problema do “médio” por modelo

O “médio” mistura o que não deveria se misturar: versões de entrada com topo de linha, automático com manual, aspirado com turbo.

Quando a etiqueta vai para a vitrine, o cliente que pesquisou bem percebe a diferença e tenta trazer o preço para a versão mais barata, mesmo que a sua unidade entregue mais.

Na compra, o risco é o inverso: pagar “preço de topo” num carro que fecha como “intermediário”.

O que muda ao descer para versão

Com preço por versão, você lida com bandas de preço coerentes com o equipamento e o desejo do comprador.

A etiqueta começa honesta, a negociação parte do lugar certo e o time de avaliação não precisa “defender” o preço com argumentos subjetivos, e os dados sustentam a proposta.

O que é a Tabela Auto B3 (por versão) e como ela se organiza

A Tabela Auto B3 é uma referência que lê o mercado por versão e por região, em ciclos de atualização regulares. A granularidade de versão aponta o que de fato o consumidor compara.

A camada regional evita aplicar preço “nacional” onde a aceitação local é diferente (e vice-versa).

A visão é prática: você consulta os valores de referência por versão específica, ajusta por região, cruza com seu aging, custos e margens, e toma decisões de compra e precificação com menos incerteza.

Modelo, versão e pacotes: onde traçar a linha

  • Modelo: o “guarda-chuva” comercial.
  • Versão: o recorte com motorização, câmbio e itens de série padrão.
  • Pacotes/opcionais: variações que podem influenciar o preço dentro da própria versão (ex.: pacote tech, teto solar, ADAS).

A Tabela Auto B3 foca na versão como unidade. Para opcionais, a prática saudável é manter campos de observação e usar uma faixa de preço dentro da versão quando o pacote realmente muda a liquidez (não todo opcional altera o fechamento).

Tabela auto B3

Usando a Tabela Auto B3 na estratégia de negociação de veículos

Decidir teto de compra com base em versão reduz erro de avaliação e protege a margem. Você parte de uma referência que já considera “o que vende, onde vende”, e não apenas um “número nacional”.

A sequência recomendada é curta: filtrar a versão correta; ler a referência regional; ajustar a janela de negociação pelo seu contexto (custos, margem-alvo, aging pretendido) e dar o lance com segurança.

Curva de depreciação por versão (e por região)

Versionar a curva de depreciação ajuda a decidir o ponto de entrada. Versões desejadas mantêm valor por mais tempo; versões menos queridas pedem desconto maior na compra para compensar giro mais lento.

Quando você adiciona o recorte regional, a leitura fica mais fiel: uma versão pode ser “queridinha” numa região e discreta em outra.

Definindo teto e janela de compra

Teto de compra não é preço “de sonho”, é um limite de segurança considerando a etiqueta da vitrine e a margem necessária. Uma forma simples de definir:

  1. Comece pela Tabela Auto B3 da versão/região como base.
  2. Aplique sua margem-alvo (considerando custos variáveis e fixos).
  3. Defina aging-alvo (ex.: mediana de 35 dias) e permita um desconto tático para liberar estoque se o prazo passar da meta.
  4. Chegue ao teto de proposta para a compra.

Quando o vendedor do seu lado da mesa sabe o teto com segurança, a negociação caminha rápido e com menos arrependimento depois.

Precificação de vitrine e reprecificação com a Tabela Auto B3

Uma etiqueta coerente nasce da referência por versão e da leitura do seu público local. A reprecificação, por sua vez, corrige a rota quando o aging passa do que você tolera. Ambas se alimentam da mesma base.

A tabela por versão coloca sua etiqueta no “tom certo” desde o dia 1, evita que você atraia leads fora do público-alvo com preço deslocado e reduz o desconto de fechamento.

Preço de etiqueta, preço de fechamento e bandas de negociação

A etiqueta não é o ponto de chegada, é o ponto de partida. A Tabela Auto B3 por versão e região garante que o ponto de partida seja realista.

A partir dela, você define bandas (ex.: “desconto padrão” e “desconto tático”) ligadas ao aging e à liquidez daquela versão.

  • Bandas curtas, conversadas com o time, ajudam a fechar mais sem “presentear” margem.
  • Bandas mais largas podem fazer sentido para versões com aceitação irregular.

Indicadores e painéis que a Tabela Auto B3 “destrava”

Métrica boa chama ação. Com a tabela por versão, alguns KPIs ficam mais claros e úteis.

Margem realizada por versão (e por região)

Acompanhe a margem líquida por versão e por praça. Se duas versões “iguais” no modelo entregam margens diferentes, a tabela pode estar mal aplicada (ou a banda de negociação precisa de ajuste).

Giro (dias) por versão

Tempo mediano entre entrada/compra e fechamento/transferência. Use para priorizar reposição e para calibrar a janela de desconto tático.

Giro ruim em versão “forte” é sinal de etiqueta fora do tom, anúncio fraco ou detalhamento insuficiente.

Desconto médio e dispersão

Se o desconto médio por versão “estoura” a banda, existe ruído na etiqueta ou no discurso comercial. Treine com prints do painel real e ajuste a banda.

Acurácia de avaliação de trade-in

Compare proposta inicial × fechamento em trocas. Quanto menor a calibragem posterior, melhor a leitura por versão está funcionando.

Perguntas frequentes sobre Tabela Auto B3

Qual é a diferença prática entre usar preço por modelo e por versão do veículo?

Por modelo, você corre o risco de misturar realidades diferentes. Por versão, a etiqueta reflete motorização, câmbio e itens de série, então a banda de negociação é mais justa e o giro tende a ser mais previsível.

E opcionais? A Tabela Auto B3 considera?

A unidade é a versão. Opcionais podem ser tratados como faixa dentro da versão quando, de fato, alteram liquidez. O ideal é manter um campo de observação e aplicar um ajuste discreto quando fizer sentido.

A Tabela Auto B3 já traz diferenças por região?

Sim, a leitura considera variação regional. Isso evita aplicar um preço “nacional” num mercado local que valoriza (ou desvaloriza) a versão de modo distinto.

Como usar a Tabela Auto B3 na troca (trade-in)?

Baseie a proposta na versão correta da unidade do cliente e mostre a faixa regional. Explique de forma simples por que a sua oferta está naquela janela (estado, pneus, documentação). A transparência aumenta a taxa de aceite.

Dá para automatizar reprecificação com base na Tabela Auto B3?

Dá. O caminho é parametrizar aging-alvo e bandas por versão e ligar a reprecificação a eventos (dias de pátio, desempenho do anúncio, comparação de concorrência). O operador ainda decide, mas com gatilhos claros.

Conclusão: o mapa certo na escala certa

Se você olha o mercado com lupa de versão e régua por região, a compra fica mais segura, a etiqueta fica mais honesta e a negociação perde drama.

A Tabela Auto B3 oferece justamente esse mapa, no nível em que a decisão acontece.

Ela não substitui o olho de quem compra e vende, na real, só coloca esse olhar no trilho certo, com menos achismo e mais previsibilidade.

Quando cada peça está na sua escala, o pátio gira no tempo certo e a margem chega inteira ao fim do mês.